quarta-feira, 14 de março de 2018

Uma equipe obediente taticamente pode ser tão decisiva quanto aquela recheada de craques

O que faz um time que beira o comum atingir seus objetivos, que nos últimos treze anos só tem conseguido comemorar títulos sem expressão ou renascimentos enaltecidos como uma conquista incontestável. O Vila Nova está longe de ser considerado um falso vencedor, mesmo não praticando um futebol de encher os olhos, em alguns momentos chega a ser horroroso de tão comum, mas de uma tema nenhum analista do futebol goiano consegue fugir. A dedicação e a competência do técnico Hemerson Maria. 
O Colorado não comemora a 13 anos um único título no certame regional, período em que também frequentou a divisão inferior, muito por culpa de gestores incompetentes, mas a sua torcida nem liga para o que consideram apenas detalhes nas árduas batalhas testam o emocional de cada fã do Tigrão, seja numa derrota acachapante, seja numa vitória simples que lava a alma do torcedor.
O time é comum, mas aplicado, liderado por um treinador dedicado e trabalhador que levanta a equipe naqueles momentos em que tudo parece muito complicado.
A crônica goiana procura lustrar com esmero uma rivalidade que nos últimos anos parece ter sido reinventada, mesmo o Goiás ainda desfrutar da condição de favorito do campeonato goiano, é inegável que este ano o Esmeraldino tem uma sombra que pode colocar água no chopp do seu segundo Tetracampeonato de sua história.
O Vila Nova de hoje sonha e trabalha por dias melhores, que podem ser coroados com uma conquista de expressão que pode ser a taça do Goianão ou o tão almejado acesso.
O Goiás é um time vencedor de fato, como o Vila Nova também já foi, nos anos 70 até meados de 80. Nas últimas décadas a disparidade entre ambos passou a ser gritante, mas nada que tirasse o entusiasmo dos Colorados, entusiamo esse que parece só aumentar a cada passo dado rumo a uma hipotética decisão.
Um time vencedor não apenas ganha títulos com absoluta autoridade, como tem feito o Goiás, ou perde títulos de forma inexplicável, como o Vila Nova perdeu no ano passado, porque o futebol, esporte dos esportes, nem sempre justo ou é embalado somente pelo entusiasmo. O futebol é uma caixinha de surpresas, e em tempos de escassez de talentos individuais um time vencedor pode ser moldado pela unidade, equilíbrio e harmonia singular do seu conjunto, a obediência tática pode ser tão decisiva quanto aquele driblador que desestrutura as defesas.

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