Roberto Jefferson detalha operação da PF em sua casa

O 'Jornal Nacional' exibiu uma troca de mensagens entre Moro e Bolsonaro na qual o presidente reclama de investigação da PF contra aliados

Mídia de cabeçalho

O presidente, acompanhado de seu quadro de ministros, fez um pronunciamento na tarde desta sexta-feira, após a saída de Sergio Moro de seu governo.
 

Imagem

Durante sua fala, Bolsonaro negou acusações feitas por Moro ao afirmar que não interferiu na Polícia Federal.
 

Imagem

No entanto, declarações passadas levantadas pela 'Aos Fatos' e pela 'Agência Lupa' sugerem o contrário.
Imagem

Bolsonaro disse ainda que “implorou” para que Moro determinasse que a PF investigasse a fundo o porteiro do condomínio Vivendas da Barra. Ele sugeriu que o funcionário teria sido subornado para falar sobre um episódio antigo envolvendo sua família.
Imagem


O presidente reconheceu ter pedido à PF que se aprofundasse na investigação do atentado que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018. Ele sugeriu que essa investigação seria mais fácil do que o caso Marielle, pois o homem que o esfaqueou está preso.
Imagem

Para Jair Bolsonaro nenhum dos casos listados acima consiste em exemplos de “interferência na Polícia Federal”. Em seu discurso, por diversas vezes, o presidente fez a pergunta retórica – “Isso é interferência?” – em tom de discordância. 
Imagem

CONTRADITÓRIO. “Autonomia não é sinal de soberania. A todos os ministros, e a ele [Moro] também, falei sobre o meu poder de veto”, disse Jair Bolsonaro. Desde a posse, o presidente acumula contradições a respeito do grau de autonomia concedido aos seus ministros.
Imagem

Diferentemente do que diz agora, nos meses iniciais do mandato, o presidente falava que os ministros tinham "carta branca". Ao longo dos meses, e das crises no governo, Bolsonaro alternou esse argumento com o do “poder da caneta”, que evoca ao desfazer decisões ministeriais.
Imagem


Ainda que tenha assinado os decretos, o pouco entusiasmo de Moro ao defendê-los é atestado por relatos na imprensa e declarações do ex-ministro. Porém, como não identificamos posicionamentos dele a favor do desarmamento no Brasil, a declaração foi considerada IMPRECISA. 

Comentários