sábado, 23 de março de 2013

Empresário russo Boris Berezovsky foi encontrado morto em Londres via @Reinaldo_Cruz

O empresário Russo teria tido negócios com o Timão
Empresário russo Boris Berezovsky foi encontrado morto na manhã deste sábado no banheiro do seu apartamento, em Londres, na Inglaterra. Um dos homens mais ricos do mundo, Berezovsky é apontado como um dos cabeças da parceria entre MSI e Corinthians, que é investigada pela Justiça brasileira.

As causas da morte ainda não são conhecidas, mas o jornal inglês “The Telegraph” lembra que o russo de 67 anos era alvo constante de ataques. Até mesmo a hipótese de suicídio não é descartada.

A união entre Corinthians e MSI teve início em 2004 e rendeu o título brasileiro ano seguinte. Porém, a parceria rendeu diversas suspeitas e foi encerrada em 2007. A parceria é investigada pela Justiça brasileira há cinco anos por possível lavagem de dinheiro de Berezovsky. Ele deveria prestar depoimento na Inglaterra, com autorização da justiça nacional, sobre o caso, nas próximas semanas.

Já foram ouvidos pela Justiça Federal brasileira o iraniano Kia Joorabchian, representande da empresa no Brasil, o ex-presidente alvinegro Alberto Dualib e o ex-diretor da parceria Paulo Angioni.

Todos são acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Em sua apuração, concluída há mais de cinco anos, o MPF-SP entendeu que transações feitas pela parceria MSI/Corinthians, como as que trouxeram Tevez e Mascherano ao clube, foram feitas de forma ilegal.

Nos anos em que foi montada a parceria, Berezovsky chegou a se reunir com dirigentes do Corinthians e com o Kia em algumas oportunidades.

Na primeira quinzena do mês, Kia prestou seu depoimento à Justiça Federal e afirmou que Rafael Filinov, empresário russo conhecido em seu país de origem pela ligação com Boris Berezovsky, é o real investidor da parceria MSI/Corinthians.

Filinov hoje é um dos donos de uma galeria de arte em Moscou, mas já foi sócio de Boris Berezovsky em alguns empreendimentos, e também é investigado por envolvimento com negócios ilegais que envolvem diferentes setores, entre eles a mineração.

No tribunal, a defesa do iraniano alegou que o dinheiro aportado tinha origem legal e, por isso, a acusação de que houve lavagem de dinheiro e formação de quadrilha é incorreta.

Mesmo assim, todos os envolvidos no processo são unânimes em dizer que ele nunca teve interesse em investir no futebol, mas gostaria, sim, de estabelecer acordos com empresas brasileiras de outros ramos, especialmente estatais.

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