Juliette não esperava repercussão mas se divertiu com o pedido de tradução do Pokemón da Nintendo

Juliette colocou um ponto final no mistério e divulgou em Live no Instagram nesta quinta-feira (3) as datas e as cidades que devem receber os primeiros cinco shows de sua turnê, 'Caminhos' . As cidades escolhidas são do Nordeste e Sudeste do país, e já acontecem ainda neste de março. O local escolhido para o primeiro show, aquele que marca a estréia dela nos palcos acontece na cidade em que reside, o Rio de Janeiro, no dia 26 deste mês. João Pessoa, capital do estado natal de Juliette, Paraíba, também faz parte da rota da turnê no início de abril. Vitória, no Espírito Santo, e Recife, também terão shows da cantora. Muito se perguntou nas redes sociais após a divulgação sobre Campina Grande, apesar de Juliette não ter falado sobre isso, acreditamos que a Pitica deve estar reservando a cidade e o Parque do Povo para realizar o sonho de cantar no maior São João do mundo em Junho. Nas redes sociais, a paraibana celebrou o novo desafio, e convidou os fãs a conhecerem este “novo cami

Reinaldo

Em entrevista, Matheus Ribeiro fala sobre sexualidade e sobre apresentação do Jornal Nacional #MatheusnoJN

Às vésperas de assumir a bancada do Jornal Nacional, como parte das comemorações do aniversário de 50 anos do noticiário, o apresentador goiano Matheus Ribeiro, aos 26 anos, falou abertamente sobre a sua sexualidade em entrevista à revista "Veja". Ele apresentará o principal telejornal da emissora, dentro do rodízio regional que marca os cinquenta anos da atração 



Por Eduardo F. Filho




Ser o mais jovem apresentador do JN e o primeiro gay assumido na função é um peso?Sou muito grato. A alegria que tenho como jornalista é poder conhecer realidades diferentes da minha. Não sou um profissional com muitos anos de carreira, tenho apenas 26 anos. É algo que eu não imaginava que pudesse acontecer tão rapidamente na minha vida. Espero poder representar muito bem o povo aqui de Goiânia. 
Recentemente, uma foto sua ao lado de um militar levou seus seguidores nas redes a especular: ele é seu namorado?Sim, estamos juntos há oito meses. Nós nos conhecemos no Carnaval de Salvador deste ano. Yuri (Piazzarollo) é capitão da PM em Rondônia. Sempre recebi mensagens de seguidores falando sobre isso e tinha uma resposta pronta: minha vida particular não deveria ser um atrativo. Tenho o direito de me resguardar em algumas situações. Meu lado pessoal é pessoal, e ponto. O lado profissional é outra coisa.
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Foi uma decisão dos dois tornar o relacionamento público?Sim, claro. É natural as pessoas terem curiosidade, mas houve situações que eu e Yuri achamos desrespeitosas. Alguns comentários envolvendo religião, Deus, dizendo que não éramos corretos. Sou um cara que tem uma fé muito viva. É preciso respeitar a liberdade religiosa. Estou muito bem com Deus. Ao postarmos aquela foto, nós tiramos o poder de qualquer pessoa de dizer maldades. Não tenho nada a esconder de ninguém. Isso me aliviou. 
Assumir sua sexualidade não pôs em risco sua carreira na TV?Lá atrás, tinha receio de que, quando essa característica viesse a público, eu me prejudicasse. Felizmente, para minha grata surpresa, isso não ocorreu. A TV Anhanguera, onde trabalho, e a Globo têm uma mentalidade aberta para valorizar as competências, a despeito de qualquer outra característica. A maior contribuição que posso trazer é mostrar meu trabalho sem me prender a essa questão pessoal. Para combater a homofobia, não preciso ser hétero nem gay: preciso ser apenas humano.
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Desde que foi anunciado como um dos apresentadores do JN, seu número de seguidores nas redes explodiu. Como lida com o assédio? De fato, tenho recebido mensagens do Brasil inteiro. Tento responder a todas, porque essa é a janela que tenho para falar com o público. Mas tenho uma história de vida que me faz brigar muito com a autoestima e a aparência. Fui obeso quando era criança e adolescente. Cheguei a pesar 110 quilos. Os colegas de escola me chamavam de “Boleus” (junção de “bola” e “Matheus”). Eu não era muito de sorrir, era tímido. Ainda tenho dificuldades para me achar bonito. É curioso essas pessoas que praticaram bullying comigo, na escola e na internet, me verem agora no JN. 
Publicado em VEJA de 6 de novembro de 2019, edição nº 2659 

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