Comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega recorreram a Jair Bolsonaro, diz The Intercept

Ligações perigosas apontam para relações estreitas entre comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega e o Presidente da República, a matéria intitulada o "O cara da casa de vidro" traz dados que levantam suspeitas sobre Jair Bolsonaro.   O Intercept já havia reportado sobre as escutas em fevereiro, quando mostramos como Adriano dizia que “se fodia” por ser amigo do presidente da República, e em março, quando detalhamos a briga pelo espólio deixado pelo ex-caveira. As referências a “Jair” e “cara da casa de vidro” constam em novos documentos recebidos pela reportagem, que, em conjunto com as escutas anteriores, permitem entender a amplitude das relações do miliciano e da rede que lhe deu apoio no período em que passou foragido. Adriano da Nóbrega fugia da justiça desde janeiro de 2019, quando o Ministério Público do Rio pediu a sua prisão, acusando-o de chefiar a milícia Escritório do Crime, especializada em assassinatos por encomenda. Ex-integrante da elite do batalhão de elite

Reinaldo

Colômbia e Farc lançam processo de paz @Reinaldo_Cruz @Assuntosdegoias @Questao_Brasil_ @QBTV2 @R49_

Setor Pedro ludovico, Goiânia, Rádio Versátil
Reinaldo Cruz é editor Questão Brasil
O governo colombiano e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) lançaram formalmente nesta quinta, em Hurdal, na periferia de Oslo, capital da Noruega, um processo de paz para colocar um fim a quase meio século de conflito armado. O tema agrário será o primeiro discutido em Havana, sede da próxima fase do diálogo, em 15 de novembro. No encontro de hoje, ambos os lados envolvidos exaltaram a esperança de paz, mas deixaram claro que não será fácil chegar a um entendimento mútuo sobre a agenda estabelecida.

Em sua manifestação inicial, o representante governamental e ex-presidente colombiano, Humberto de la Calle, enfatizou a disposição de Bogotá em dialogar com a guerrilha, inclusive enxergando as Farc como um ator político legítimo. "Saudamos os países que acompanham o processo; a esperança é que logo tenhamos notícias excelentes para todos os colombianos. É um momento de esperança. Sabemos que há enormes dificuldades, estamos otimistas, mas é um otimismo moderado", afirmou De la Calle.
Por sua vez, o representante das Farc, Iván Márques, sublinhou em sua fala os motivos que levaram ao conflito histórico, enfatizando a questão agrária e o papel do povo no processo de paz. "Quem deve traçar a rota de solução política é o povo, é ele quem deve estabelecer os mecanismos de negociações, e tal procedimento não pode lutar contra o relógio", disse Iván Márques, clamando pela participação de todos os setores sociais do país.
"O processo não pode privilegiar poucos capitalistas", criticou. "Uma paz que não aborde a solução dos problemas políticos e sociais equivaleria a semar quimeras no solo da Colômbia".

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