Secretários de Saúde veem fracasso de Bolsonaro e Pazuello e também querem impeachment

Secretários estaduais de Saúde consideram que sucessivos vexames de Bolsonaro e Pazuello com as vacinas levaram a situação ao limite do suportável. Alguns gestores já apoiam pedido de impeachment do ocupante do Planalto.  Secretários de Saúde dizem ter chegado ao limite a paciência com o ministro Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro. Alguns falam que o único caminho daqui para frente é um pedido de impeachment do presidente.  Os gestores estaduais de Saúde não receberam nenhuma comunicação sobre o cancelamento da ida do avião brasileiro à Índia, após o fracasso das negociações feitas pelo próprio presidente com o governo indiano. Os secretários se queixam ainda de que não foram avisados sobre mudança no calendário de vacinação e veem o episódio como um vexame e um fracasso nacional.  Segundo o Painel da Folha de S.Paulo , gestores estaduais afirmam que o governo e o ministério estão completamente perdidos. Alguns deles só veem como solução para a tragédia sanitária o impeachment do presid

Reinaldo

Morre Maguito Vilela, prefeito licenciado de Goiânia

O prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), morreu na madrugada nesta quarta-feira (13), a nove dias de completar 72 anos de idade. A morte encerra uma luta contra a covid-19 que começou há 83 dias. Maguito deixa a esposa, Flávia, quatro filhos (entre eles Daniel Vilela), quatro netos e 1,5 milhão de goianienses órfãos. O sepultamento acontecerá em Jataí, sua terra natal.

Maguito lutava contra a sua segunda infecção pulmonar, detectada em sete de janeiro – há seis dias, portanto. A notícia de que o paciente havia sido acometido por bactérias no pulmão jogou um balde de água fria em todos que torciam pela sua recuperação, já que antes dela Maguito estava lúcido, assistia a filmes e jogos de futebol no seu quarto, falava com o suporte de uma válvula (que tampava o orifício aberto em sua traqueia para ventilação mecânica) e recebia visita dos netos.

O boletim médico desta terça trouxe, pela primeira vez, o adjetivo “grave” para falar da infecção contra a qual o prefeito lutava. Disse, também pela primeira vez, que Maguito estava sob efeito de “altas doses” de remédio.

O prefeito foi diagnosticado com a Covid-19 no dia 20 de outubro do ano passado. No dia 22, foi internado no hospital Órion, em Goiânia; e, no dia 27, foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, local onde faleceu. O médico pneumologista e genro Marcelo Rabahi o acompanhou em todo o calvário.

Maguito foi um dos políticos mais longevos de Goiás, além de dono de uma das trajetórias mais bem-sucedidas. Foi vereador, deputado estadual e federal, prefeito, senador, vice-governador e governador. Lançou-se candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB algumas semanas depois que o prefeito Iris Rezende (MDB) anunciou a aposentadoria, em 25 de agosto. Foi eleito em segundo turno, com 52,52% dos votos válidos. Quem governará a cidade pelos próximos quatro anos será o vice de Maguito, Rogério Cruz (Republicanos).

Carreira de vitórias na política

Maguito, cujo nome de batismo era Luiz Alberto, nasceu em 1949, na cidade de Jataí. Elegeu-se deputado vereador na cidade natal em 1976, quando ainda era conhecido como o “Maguito” jogador de futebol do Jataiense. O apelido pegou. Em 1982, foi eleito deputado estadual e já era líder do então governador Iris Rezende na Assembleia Legislativa.

Quatro anos depois se tornou deputado federal, participando de forma ativa da elaboração da Constituição Federal em 1988, nossa lei maior. À época, foi vice-líder do MDB na Câmara e, em 1990, se tornou vice-governador de Goiás ao lado de Iris.

Foi então, em 1994, que Maguito conseguiu se sagrar o governador do Estado. Não foi para a reeleição. Em 1998 garantiu uma cadeira no Senado. Em 2002 e 2006, contudo, tentou nova vaga no Palácio das Esmeraldas, sem sucesso. No ano seguinte, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT) o alçou à vice-presidência de Governo do Banco do Brasil.

O ex-governador foi ainda prefeito de Aparecida de Goiânia por dois mandatos, onde fez o sucessor, Gustavo Mendanha (MDB) – reeleito, no ano passado, em primeiro turno com mais de 95% dos votos válidos. Destaca-se, Maguito deixou a administração com mais de 70% de aprovação, segundo a pesquisa Paraná/Record de 2016.

Ex-jogador, mas atualmente advogado, o prefeito eleito era sócio do escritório jurídico Vilela e Associados. Ele também era produtor rural do segmento leiteiro. Pai de quatro filhos, um deles é o presidente estadual do MDB e ex-deputado federal Daniel Vilela. Ele era casado com a empresária Flávia Teles e avô de quatro netos.


Fonte: Morre Maguito Vilela, prefeito licenciado de Goiânia | Goiás | G1

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