Mortes por coronavírus em São Paulo caem e chegam ao índice mais baixo desde Maio

Nesta sexta-feira, 25 de setembro, mais uma vez, o estado de São Paulo registrou queda no número de mortes que, agora, está no menor índice desde maio. Na comparação com a semana passada, os óbitos caíram no estado. Por conta da situação controlada, o governador João Dória anunciou que o hospital de campanha do Ibirapuera vai fechar já na próxima semana, no dia 30 de setembro. 
Nas últimas 24 horas, foram 31.911 novos casos de coronavírus e 729 mortes causadas pela doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No total, o país acumula agora 4.689.613 infectados, 140.537 óbitos e 4.040.949 recuperados. A média móvel dos últimos sete dias é de 27.776 casos e de 678 mortes.
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Exclusivo: A primeira entrevista de Flordelis após ser denunciada

Em entrevista a Roberto Cabrini, a primeira desde que foi indiciada pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, a deputada federal Flordelis negou participação no crime.
PASTORA E DEPUTADA FEDERAL FLOR DE LIS MANDOU MATAR O PRÓPRIO MARIDO. -  Jornal da Manchete
"Eu não matei, eu não fiz isso que estão me acusando. Eu não fiz. Não é real, não é verdade. É uma injustiça", declarou a parlamentar. 

Cabrini destacou então que, com o andamento do inquérito, Flordelis só não foi presa devido ao mandato na Câmara dos Deputados, o que lhe concede imunidade parlamentar, e questionou: "A senhora tem consciência que deve perder a sua imunidade parlamentar, e isso significa que a senhora pode ser presa. A senhora está preparada para ser presa?"

"Não, e eu não vou ser. Porque eu sou inocente e eu tenho certeza que a minha inocência será provada nos próximos dias", ela respondeu. Flordelis ainda ressaltou: "Eu não tenho que estar presa. Eu não matei meu marido e nem mandei matar, por que me prender?" 

Na última terça-feira (25), um dia após ser apontada pelos investigadores como mandante do assassinato de Anderson, a parlamentar foi suspensa do PSD, partido pelo qual foi eleita deputada e já foi alvo de pedidos de cassação de mandato.

O jornalista também comenta sobre a entrevista que a pastora concedeu poucas horas após o assassinato do marido, na qual culpou a violência urbana pelo crime, e até levantou a possibilidade de latrocínio.

Flordelis justificou que, no momento, estava sob o efeito de sedativos. "Cabrini, eu só lembro de algumas coisas. Eu achava que teria sido roubo. [Para a polícia a senhora estava sendo falsa] Cabrini, eu estava sedada".

Questionada sobre as mensagens de texto, indicadas no inquérito policial como prova de que ela havia arquitetado o crime, a deputada negou tê-las escrito e enviado aos filhos, e disse que todos os moradores da cada tinham acesso ao celular dela. 

"Isso não existe. Se eu quisesse me separar, eu me separaria. Eu jamais chamaria meu marido de 'traste'. Essa mensagem não foi escrita por mim. [Quem mandou, então, se não foi a senhora? Se é o seu celular] Eu quero que a Justiça descubra. Porque o meu celular, Cabrini, é um celular tipo celular comunitário, todo mundo tem acesso ao meu celular", alegou a pastora.

De acordo com o relatório final da investigação, em 13 de outubro de 2018, Flordelis enviou uma mensagem ao filho André, dizendo: "Até quando vamos ter que suportar esse traste no nosso meio? Falta pouco, cara, me ajuda. Por amor a mim". 

O inquérito também aponta trocas de mensagens em que a parlamentar pedia para a filha Marzy instruir o filho Lucas a cometer o crime. "Simula um assalto. Aproveita que ele foi pro Rio e espera ele na volta", sugere a deputada no texto.

Roberto Cabrini também teve acesso à casa da família, local onde a pastora vive com boa parte dos 55 filhos e que se torno pano de fundo para uma investigação policial. Em uma espécie de reconstituição do crime, Flordelis contou detalhes sobre o dia em que o assassinato do marido.

"Eu não vi. Quando eu desci, meu filho já tinha informado que tinham saído com o carro para leva-lo para o hospital. [Não seria normal que a senhora se aproximasse do corpo?] Eu estava muito distante. Até eu chegar, aquele grito todo, aquela gritaria toda, no terceiro andar, aquele alvoroço todo, até a minha chegada, foi o momento em que eles já tinham socorrido o meu marido", a deputada justificou ao ser indagada por não ter ajudado no socorro ao marido, que havia sido baleado por 30 tiros.

Para Flordelis, ela está sendo alvo de injustiça. "Eu preciso saber quem matou o meu marido. Se eu soubesse, eu falaria aqui e agora. Porque quem matou meu marido está desgraçando a minha vida".

A entrevista completa de Roberto Cabrini com a deputada Flordelis será exibida no Conexão Repórter da próxima segunda-feira (31), logo após o Programa do Ratinho.


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