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Moro silencia e o general Augusto Heleno diz que não vai se meter “nesse negócio”

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O agravamento da crise envolvendo o filho primogênito de Jair Bolsonaro vem incomodando o núcleo militar mais próximo ao presidente. Entre esses militares, a expectativa é por uma explicação convincente por parte do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), suspeito de recebimentos irregulares em conta bancária.

Enquanto as explicações não aparecem, o Palácio do Planalto estabeleceu uma ordem de silêncio, numa tentativa de blindar Bolsonaro pai. O silêncio se estende ao Ministério da Justiça: Sergio Moro submergiu e não comenta as suspeitas que recaem sobre Flávio e o ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz.

JUDICIALIZAÇÃO – A escalada da crise ganhou novos elementos ao longo da semana. Ganhou outros contornos desde a iniciativa de Flávio de judicializar a questão no Supremo Tribunal Federal.

 Primeiro, o ministro do STF Luiz Fux, em plantão e atendendo a pedido do senador eleito, decidiu suspender a investigação tocada pelo Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro. A decisão final sobre a instância onde o inquérito tramitará caberá ao ministro Marco Aurélio, relator da reclamação movida pela defesa de Flávio. Ele já indicou que deve decidir no sentido de o procedimento continuar com o MP local.

Depois, o “Jornal Nacional”, da TV Globo, revelou trechos de um novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com apontamentos sobre movimentações suspeitas em conta bancária de Flávio Bolsonaro.

R$ 7 MILHÕES – Conforme o relatório, 48 depósitos em espécie foram feitos na conta entre junho e julho de 2017, somando R$ 96 mil . Os depósitos se concentraram num terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em um dos dias analisados, por exemplo, foram feitos dez depósitos de R$ 2 mil cada num intervalo de cinco minutos. Os registros da movimentação suspeita podem apontar para a prática em que parlamentares retêm parte dos salários de seus assessores.

Neste domingo, O Globo mostrou a extensão das transações de Queiroz em três anos . O ex-assessor e ex-motorista movimentou R$ 7 milhões no período, conforme registros do Coaf. Até então, o que se sabia era que Queiroz havia movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Na movimentação, R$ 24 mil em cheques foram depositados na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O depósito foi o pagamento por um empréstimo a Queiroz, segundo o presidente Bolsonaro.

SEM EXPLICAÇÕES – Até agora, Flávio não deu explicação para a movimentação de R$ 1,2 milhão; para a movimentação de R$ 7 milhões em três anos; e nem para os depósitos fracionados em sua conta bancária, somando R$ 96 mil em um mês.

Neste domingo, o general mais próximo a Bolsonaro, o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse ao GLOBO que não vai se “meter nesse negócio”, em relação às revelações já feitas no caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz:

– Isso não é um problema meu. Eu não vou me meter nisso, não falo sobre isso. Não vou me meter nesse negócio.

Moro silencia – O ministro da Justiça, Sérgio Moro, também foi procurado pela reportagem para comentar suas impressões sobre o caso:

– Sem comentários – limitou-se a dizer diante das perguntas feitas.

Bolsonaro embarca neste domingo para Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Estará na companhia de Moro, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do chanceler Ernesto Araújo. Diante do agravamento da crise envolvendo o filho mais velho do presidente, o Planalto decidiu que Bolsonaro não dará uma entrevista coletiva à imprensa em Davos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na viagem até Davos, o que será conversado no avião presidencial? A imprensa mundial está aguardando e não vai deixar barato. O cancelamento da entrevista só vai aumentar o assédio. (C.N.)

Vinicius Sassine/ O Globo

Fonte: TRIBUNA DA INTERNET | Moro silencia e o general Augusto Heleno diz que não vai se meter “nesse negócio”
Moro silencia e o general Augusto Heleno diz que não vai se meter “nesse negócio”

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