Comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega recorreram a Jair Bolsonaro, diz The Intercept

Ligações perigosas apontam para relações estreitas entre comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega e o Presidente da República, a matéria intitulada o "O cara da casa de vidro" traz dados que levantam suspeitas sobre Jair Bolsonaro.   O Intercept já havia reportado sobre as escutas em fevereiro, quando mostramos como Adriano dizia que “se fodia” por ser amigo do presidente da República, e em março, quando detalhamos a briga pelo espólio deixado pelo ex-caveira. As referências a “Jair” e “cara da casa de vidro” constam em novos documentos recebidos pela reportagem, que, em conjunto com as escutas anteriores, permitem entender a amplitude das relações do miliciano e da rede que lhe deu apoio no período em que passou foragido. Adriano da Nóbrega fugia da justiça desde janeiro de 2019, quando o Ministério Público do Rio pediu a sua prisão, acusando-o de chefiar a milícia Escritório do Crime, especializada em assassinatos por encomenda. Ex-integrante da elite do batalhão de elite

Reinaldo

Vice-presidente Hamilton Mourão afirma que não existe racismo no Brasil

Autoridades brasileiras comentaram sobre o assassinato brutal de um homem negro por dois seguranças brancos em um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre. Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente da República, lamentou a morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, mas afirmou que não existe racismo no Brasil. 
A Fundação Cultural Palmares, instituição voltada à preservação da cultura negra no Brasil, não se manifestou sobre o caso.
O vice presidente da República perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Ao negar a existência de racismo no país, Hamilton Mourão viveu seu momento Jair Bolsonaro e passou vergonha a nível interplanetário por acionar a boca sem ligar o cérebro.
A ONU Brasil emitiu nota desmentindo o vice-presidente Hamilton Mourão, que declarou que "não existe racismo no Brasil", dizendo que a morte de João Alberto "é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira".
Só pra registrar: o negacionismo de Bolsonaro e Mourão em relação ao racismo é idêntico ao que até recentemente era propagado pelo ainda diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, que dizia que “não somos racistas” e que os conflitos eram importados. Valia tudo contra as cotas.
“No Brasil não existe racismo, isso é uma coisa que querem importar”, disse o vice-presidente Mourão, "com toda tranquilidade", sobre o caso de Beto Freitas, homem negro que foi espancado até a morte por seguranças de um Carrefour em Porto Alegre.

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