O ator e humorista Batoré morre em São Paulo

O ator e humorista Ivanildo Gomes Nogueira, de 61 anos, conhecido como Batoré, morreu nesta segunda-feira (10), em São Paulo. Ele estava com câncer. Batoré morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pirituba, Zona Norte da capital. "As informações médicas foram repassadas à família e a Secretaria Municipal de Saúde lamenta o ocorrido", diz nota da Prefeitura. Ivanildo nasceu em Serra Talhada, em Pernambuco, e se mudou para São Paulo ainda criança. Antes de se tornar ator, jogou futebol nas categorias de base em times paulistas. Com seu principal personagem, Batoré, Ivanildo integrou o elenco do programa " A Praça é Nossa ", do SBT. Em 2016, foi contratado pela Rede Globo para a novela "Velho Chico" em que fez o papel do delegado Queiroz. Batoré também foi vereador de Mauá, na Grande São Paulo, por dois mandatos pelo PP. Fonte: Batoré, ator e humorista, morre em SP | São Paulo | G1

Reinaldo

Por que Bolsonaro não recorreu da absolvição de Adélio Bispo, autor da facada?

     O presidente da República, Jair Bolsonaro, não recorreu da sentença que considerou Adélio Bispo de Oliveira como isento de pena e o absolveu. Assim, o autor da facada não poderá ser punido criminalmente, por ter uma doença mental – Transtorno Delirante Persistente. Ele ficará em um manicômio judiciário e não em um presídio.
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     A 3ª Vara Federal em Juiz de Fora divulgou nesta terça-feira (16), que não cabe mais qualquer recurso da decisão que foi dada no dia 14 de junho de 2019. Portanto, a sentença transitou em julgado no dia 12 de julho, ou seja, o processo foi encerrado. Bolsonaro não recorreu da decisão, ele foi intimado em 28 de junho, mas não o fez. E nem o Ministério Público Federal (MPF), que foi intimado em 17 de junho.

     O fato de Bolsonaro não ter recorrido da decisão é estranho, já que em junho, quando saiu a decisão da absolvição de Adélio, o presidente disse que iria até as últimas consequências: “Estou tomando as providências jurídicas do que posso fazer para recorrer. Normalmente o MP [Ministério Público] pode recorrer também, vou entrar em contato com o meu advogado. Eu tenho a causa pessoal, eu tenho que me defender. E custa caro isso aí, um outro lado custa caro. Vou tomar providências. É um crime contra um candidato a presidente da República que atualmente tem mandato e devemos ir às últimas consequências”.

     A decisão do dia 14 de junho do juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), converteu a prisão preventiva em internação por tempo indeterminado. Na sentença, o juiz aplicou a figura jurídica da “absolvição imprópria”, na qual uma pessoa não pode ser condenada. Segundo o G1, ela é baseada em três laudos que avaliou a sanidade mental de Adélio: “1º Laudo (particular) – uma consulta que atestou indício de transtorno delirante grave; 2º Laudo (judicial psiquiátrico) – transtorno delirante permanente paranoide; e 3º Laudo (judicial psicológico) – não revelado – sigiloso”.

Facada e suspeita

     Durante comício na cidade de Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, então candidato à Presidência, teria sido esfaqueado em setembro de 2018. Adélio Bispo foi preso no mesmo dia e, de acordo com a polícia, confessou o atentado. Dois inquéritos foram abertos para investigar o crime, um deles concluiu que Bispo agiu sozinho. Ele foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. No segundo, a Polícia Federal investiga conexões do crime.

     O documentário “A Facada no Mito”, lançado no canal do YouTube “True or not” contém uma análise minuciosa das imagens e circunstâncias do atentado. Os autores do documentário, que ainda são anônimos, mostram incoerências na narrativa que envolve e fatídica facada e apresentam recortes impressionantes das imagens que registraram o momento do ataque, como interações estranhas entre o autor do crime, Adélio Bispo, seguranças do presidente eleito e apoiadores.

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