Estados articulam ofensiva para barrar proposta de parcelamento de precatórios

A perda de prestígio e credibilidade do governo leva o ministério da economia a tentar manobra para não repassar de uma vez os precatórios aos estados, e assim evitar que opositores tenham acesso a verba às vésperas do ano eleitoral. Jair Bolsonaro segue sua ofensiva contra a Democracia, instituições e o sistema de votação, ao tempo em que tenta asfixiar financeiramente possíveis adversários no pleito de 2022. A matéria do Estadão retrata este cenário: Os Estados se mobilizam numa ofensiva no Congresso para evitar o parcelamento dos precatórios devidos pela União, medida defendida pela equipe econômica para garantir a ampliação do programa Bolsa Família no ano que vem. Dos R$ 89 bilhões em dívidas judiciais previstos para o Orçamento de 2022, pelo menos R$ 16,6 bilhões têm governos estaduais como credores. Para os Estados, a PEC dos precatórios e o projeto que altera o Imposto de Renda são duas frentes lançadas pelo governo federal que fragilizam as contas dos governos regionais, com p

Reinaldo

A Sirene Está Tocando | Brasil de Fato

Além da lama em MG, rejeitos afogam Brasília: Relações do clã Bolsonaro com as milícias precisam ser esclarecidas. Flávio e Jair Bolsonaro compareceram ao aniversário de gêmeos milicianos na zona oeste do Rio
Flávio e Jair Bolsonaro compareceram ao aniversário de gêmeos milicianos na zona oeste do Rio  - Créditos: Reprodução


O Brasil começa fevereiro sob o peso de três tragédias. Uma relembrada, mas ainda sangrando, outras duas em andamento com toda a sua dor e agonia. A tragédia/crime de Brumadinho reavivou na memória de todos a catástrofe de Mariana, quatro anos atrás, também em Minas Gerais e envolvendo a mesma empresa. 

Controlada pela privatizada Vale, a Samarco deixou um rastro de destruição ambiental e humana quando se rompeu a barragem de rejeitos da mina do Fundão em 2015. Foi, então, o maior episódio do gênero no mundo, despejando 62 milhões de metros cúbicos de dejetos industriais. Dezenove pessoas morreram e rios, córregos, povoados, animais e matas foram assassinados.

Brumadinho, a segunda calamidade, ainda não permitiu que se contassem todos os seus mortos. Há mais de 250 desaparecidos, corpos que as famílias, tudo indica, nunca virão a receber para velar e sepultar. Aqueles que salvaram a vida dizem que a sirene, avisando do desastre, não tocou. 

São dois traumas que a Vale nunca sofrera antes de ser vendida por um cacho de bananas em 1997 sob o governo FHC. A expressão não é gratuita. Foi leiloada por R$ 3,4 bilhões. Nove anos após, o mercado avaliou a empresa em R$ 84,4 bilhões, valor 25 vezes superior ao obtido com a venda. 









A terceira barragem de rejeitos que sufoca a consciência do país partiu-se no Rio e afoga Brasília. São as relações subterrâneas do clã Bolsonaro com as milícias – organizações que disputam o crime com o narcotráfico – que precisam ser investigadas e esclarecidas. Há patrimônios, intimidades e depósitos bancários inexplicáveis. E fartura de explicações que nada explicam. Aqui, a sirene está tocando faz muito tempo. Precisamos ouvi-la. 
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