Os golpistas de 2016 se desesperam com as pesquisas, se Lula for impedido, Bolsonaro pode levar essa


Presidenciável do PSL não concorda com resultado de simulações de segundo turno em que ele fica atrás de Marina Silva e Ciro Gomes
via Líder em pesquisa sem Lula, Bolsonaro diz que Datafolha ‘paga vexame’ — VEJA.com Nem tudo são flores quando o assunto é pesquisa eleitoral, geralmente quem lidera vê com bons olhos e quem não apresenta números favoráveis reclama aos quatro ventos. Jair Bolsonaro é diferente ou então não tem o discernimento para ver o que lhe favorece daquilo que pode ser prejudicial. Tudo bem que o Instituto Datafolha aponta que ele perderia para qualquer um dos adversários num eventual segundo turno, mas o pré-candidato do PSL deveria estar satisfeito porque a pesquisa o coloca no segundo turno, algo impensável pelos analistas e cientistas políticos. Os especialistas na matéria não classificam Jair Bolsonaro como um candidato consistente, que não tem projeto nem para o Brasil e nem para coisa alguma; quer o poder pelo poder e pelo andar da carruagem a desesperança da nação, que até tem clamado por intervenção militar, pode terminar por conduzi lo ao comando do país só para ver no que isso pode dar. O deputado federal deu seu recado em vídeo divulgado em sua conta no Twitter, na manhã deste domingo (10), questionou e criticou os números trazidos pela pesquisa Datafolha, sobre as intenções de voto na eleição de outubro. No vídeo, ele diz que a pesquisa realizada pelo DataPoder360, no final de maio, sobre a corrida presidencial, mostrava sua vitória no segundo turno contra os demais “por larga diferença”. “Vem hoje o Datafolha, que todos nós conhecemos, e diz o contrário: estou bem para baixo e no segundo turno perderia de todo mundo. Datafolha, continuas pagando vexame e com toda a certeza recebendo algo de muito bom dos seus patrocinadores. Vamos levar essa!”, disse em tom irônico. 
Lula preso e condenado dificilmente terá permissão para disputar, mas o sinal de alerta dos golpistas acendeu, o ex-presidente pode sim transferir votos para um poste qualquer e se abraçar algum nome que tenha respaldo daqueles que sentem saudades dos governos petistas, ai a coisa complica de vez para a direita. Nada pode ser mais desanimador para o PSDB do que ver Geraldo Alkimin atolado no levantamento, os números mostram que dificilmente o tucano vai alcançar dois digitos até a eleição e seus correligionários já manifestam uma preocupação em relação ao partido ter pelo menos um nome competitivo na disputa. Mentor do golpe que destituiu o PT do poder, a legenda de FHC credita ao Senador Aécio Neves boa parte de seus infortúnios, mas não é difícil encontrar quem enxerga em João Doria o nome ideal para pelo menos transformar o PSDB em um partido competitivo nesta eleição. Há quem não acredite que tenha havido um golpe parlamentar em 2016, mas não é raro encontrar algum tucano que demostra arrependimento por concordar com as armações, aqueles que foram as ruas reconhecem que foram usados como massa de manobra por Aécio que vinha de uma derrota amarga acompanhada de um viés de vitória, afinal de contas o tucano recebeu mais de 51 milhões de votos na eleição de 2014 e poderia ter se tornado um líder global, influente e com possibildades de liderar não só o Brasil, mas toda a América Latina no caminho do progresso. Preferiu jogar contra o Brasil e terminou afundando na lama da corrupçã, o levando o PSDB junto e enterrando qualquer possibilidade de um dia subir a rampa do Palácio do Planalto. Quase todos os nomes apresentados aos pesquisados deram traço, Ciro Gomes é quem mais pode lucrar com a ausência de Lula na disputa, mas segundo o Datafolha quase todos os nomes do primeiro time levariam alguma vantagem. Marina Silva é outro nome que não pode ser desprezado, pois se a direita não conseguir emplacar alguém que os represente de fato, a ex-petista é a que mais agrada a empresários e banqueiros.