Questão Brasil nº 87 | 24 de Maio de 2016

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Graças a Goiás, MT pega carona nos carros da Delta @Assuntosdegoias @Reinaldo_Cruz @BrasliaDF @cnn_br

Graças a um artifício de Goiás, Mato Grosso e outros Estados acertaram contratos de aluguel de carros com a empreiteira, sem licitação

Uma das linhas de investigação para a CPI do Cachoeira é desvendar como a turma do bicheiro ajudou a construtora Delta a obter contratos milionários de aluguel de carros para as polícias militares de Goiás, Mato Grosso, Pará e Amazonas.
Para driblar a exigência legal de licitação, os governos estaduais aderiram a uma Ata de Registro de Preços da Secretaria da Fazenda de Goiás, obtida pela Delta em 2009. Nem a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que revelou a parceria oculta entre Cachoeira e a Delta, pôs fim à farra. Em 9 de abril, quando Cachoeira já estava preso, o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), reajustou em R$ 3,5 milhões o contrato de R$ 21 milhões.
O Ministério Público abriu uma investigação para apurar a legalidade do contrato e se os preços cobrados estão corretos.
Três dias depois de a Delta ter sido beneficiada no Pará, outro governo tucano, o de Marconi Perillo em Goiás, também elevou o contrato entre a Delta e a polícia local. O pagamento anual, de R$ 37,5 milhões, passou para R$ 49 milhões. O contrato não só ficou mais caro, como foi prorrogado por mais um ano.
O aval à legalidade do reajuste foi dado pelo então procurador-geral do Estado, Ronald Bicca, afastado depois de ser citado em conversas gravadas entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres. O caso é investigado pelo Ministério Público. Perillo pediu auditoria sobre a contratação da Delta.
No Amazonas, a Delta liderou um consórcio que obteve com o governo Omar Aziz (PSD) quatro contratos de aluguel de carros. Dois deles, totalizando R$ 24 milhões, se utilizaram do precedente de Goiás. Em Mato Grosso, são três os contratos com a Delta para locação de carros, somando cerca de R$ 20 milhões.
A assessoria do governador Silval Barbosa (PMDB) diz que seu governo aderiu à ata goiana, em vez de fazer uma licitação, por ser mais barato. Os contratos de Amazonas e Mato Grosso estão sendo investigados pelo Ministério Público.



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