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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Meta fiscal de Meirelles foi pro saco com espaço para ‘bondades’ políticas de Temer? @Reinaldo_Cruz | Blog by Goiânia

Será que o Senador Caiado esta contente com a forma de governar de Michel Temer? 

Ele que desde a última eleição é um peemedebista de carteirinha não deve estar ainda ambientado a forma do PMDB governar. 

Tudo, rigorosamente tudo, o que aconteceu até agora no governo interino era previsível, claro que nem o mais pessimista dos brasileiros poderia imaginar que a irresponsabilidade do novo governo pudesse chegar a tanto. E talvez não chegue. 

 Enquanto o Ministro Henrique Meirelles fala em sacrifício de todos para tirar o Brasil do buraco, sem criação ou aumento de impostos, mas com contensão de gastos públicos para que o país volte a crescer, a Câmara dos Deputados aprova despesas com aval do Planalto, deixando claro que somente a população que não não faz parte do quadro de funcionários públicos vão arcar com o tal sacrifício propagado pelo Ministro da Fazenda.

 Os especialistas em contas públicas poderão fazer vários ensaios para estimar o impacto nas contas públicas do aumento para o funcionalismo aprovado na calada da noite na Câmara, mas que depende de votação no Senado e ainda vai precisar ser sancionado por Temer. 

É ai que pode estar o xis da questão. 

 Tudo muito lindo para os servidores, tudo horroroso para a população sem esperança, pois o rombo anunciado de R$ 170 bi não comportaria mais esse gasto extraordinário e que alguém precisa pagar, mas tudo pode não passar de um jogo de cena, até que o impeachment se concretize de fato. 

O efeito num primeiro momento é devastador e suficiente para demover Senadores que antes estavam irredutíveis pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff já começassem a rever seus conceitos, votos e opinar sobre as questões que vão além do aumento aprovado na Câmara. 

A dose, ou melhor overdose, foi suficiente para que a população esquecesse momentaneamente os áudios gravados por Sérgio Machado, e a mídia (golpista ou não) só falasse no assunto.

 Conveniente não? 

 O impeachment passando, o Senado ainda pode rejeitar as bondades aprovadas na Câmara, ou mesmo que não queira se comprometer com os servidores podem deixar a batata, que a esta altura já estará bastante quente, para o próprio Michel Temer usar o seu poder de veto, recolocando os funcionários públicos na vala comum dos que vão pagar a conta do deficit e onde já se encontra os outros pobres mortais brasileiros. 

 Feito isso, poderão retomar o discurso de austeridade anunciado reiteradas vezes por Henrique Meirelles e repetido por Michel Temer que tem se esforçado para deixar de ser decorativo, e o recuo tão comum nesta gestão, nem será criticado, afinal de contas Temer não tem compromisso com o erro, pelo menos eu espero que não. 

 Se eu estiver divagando no tema, completamente equivocado, o Brasil vai estar lascado. 

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