Questão Brasil edição nº. 87

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Família Batista dona da JBS-Friboi negocia delação premiada com o Ministério Público Federal – Eu Digo Sempre

A notícia cai como uma bomba e de acordo com as informações publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, pelo menos duas reuniões já foram realizadas entre representantes da companhia e procuradores do MPF. A empresa já teria, inclusive, feito contato com o advogado Luciano Feldens – especialista em delações premiadas e responsável pelo acordo do tipo feito por Marcelo Odebrecht , ex-presidente da empreiteira que leva o nome de sua família.
 



A holding brasileira J&F Participações, proprietária da empresa JBS, iniciou as tratativas com o MPF (Ministério Público Federal) para negociar o fechamento de acordos de leniência e de delação premiada. 

As informações foram publicadas neste domingo pelo jornal “ Folha de S.Paulo ”. A JBS é proprietária de marcas como Friboi, Seara e Swift.

A JBS foi alvo de diversas operações deflagradas pela Polícia Federal no último ano, com conduções coercitivas, medidas cautelares e afastamento de dirigentes, o que pode prejudicar a atuação da empresa no mercado nacional, dificultando investimentos e até inviabilizando a tomada de crédito em instituições nacionais e internacionais. 

Operação Bullish 

Na sexta-feira a Polícia Federal deflagrou a operação Bullish, cujo objetivo é investigar irregularidades e fraudes em empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A proprietária da Friboi teria sido beneficiada com pelo menos R$ 8,1 bilhões em operações irregulares, que teriam sido realizadas entre os anos de 2007 e 2011 – durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. 

As operações teriam sido feitas pela subsidiária BNDESPar (BNDES Participações S/A), braço do banco voltado para a participação acionária em outras empresas. De acordo com a PF, as transações teriam sido feitas sem as garantias e sem a exigência de prêmio contratualmente previsto, o que teria gerado prejuízos de cerca de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. 

Por meio de nota, a empresa refutou as acusações e diz que “sempre pautou seu relacionamento com bancos públicos e privados de maneira profissional e transparente. Todo o investimento do BNDES na companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo às regras de mercado e dentro de todas as formalidades. Esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa”

Carne Fraca 

 Em março, foi deflagrada a Operação Carne Fraca, que apurou irregularidades cometidas por 21 frigoríficos brasileiros. No dia 24 de março, o juiz responsável pela operação, Marcos Josegrei, da Justiça Federal do Paraná, afirmou que as investigações têm como objetivo o esclarecimento de crimes contra a administração pública , e não a qualidade dos alimentos produzidos pela JBS e pelas demais empresas envolvidas. 


 Fonte: Último Segundo

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