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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Após um trimestre ruim, a retomada do varejo deve ficar para 2017 – Dieta Reinaldo Cruz – Emagrecendo sem sofrimento e com saúde

No terceiro trimestre, a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE mostrou uma bateria de dados desfavoráveis ao varejo. Recuaram até as vendas de supermercados, que melhor refletem o consumo de alimentos e itens essenciais à população.
1-aa-gabriel-casagrandeMas, por pior que seja o quadro, houve quem esperasse resultados ainda mais negativos. É o caso do presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, que viu na comparação com setembro do ano passado ligeiros sinais positivos, pois a queda de vendas estaria perdendo intensidade. Mesmo que no final do ano o quadro continue pior que o de 2015, é possível antever um 2017 melhor, disse ele.
Os departamentos econômicos dos conglomerados Itaú e Bradesco enfatizaram as dimensões da queda. Em setembro, o recuo do varejo restrito em relação a agosto foi de 1%, de 5,9% em relação a setembro de 2015 e de 6,6% nos últimos 12 meses, comparados aos 12 meses anteriores.
No varejo ampliado, que inclui veículos e motos, partes e peças e material de construção, a queda em relação a setembro de 2015 foi de 8,6%, chegando a 10% nos últimos 12 meses. Só não foi pior devido a uma pequena recuperação de vendas de veículos entre agosto e setembro.
Descontados os efeitos sazonais, o varejo caiu 0,8% entre o segundo e o terceiro trimestres. Em setembro, comparativamente a agosto, o segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cedeu 1,4%, respondendo por cerca da metade da queda do varejo restrito.
Comparando setembro de 2015 com setembro deste ano, a queda do volume de vendas foi de 10,3% em tecidos, vestuário e calçados; de 10,8% em material de construção; de 11,9% em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; de 13,4% em móveis e eletrodomésticos; de 14,4% em veículos e motos; e de 18% em livros, jornais, revistas e papelaria. Nem itens básicos escaparam da queda de vendas, caso de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria (-3,7%).
Não faltam motivos para os recuos. Além de emprego e renda, o crédito é escasso. Os consumidores com acesso a crédito têm de pagar juros altíssimos, que só em outubro deram sinal de estabilidade. A retomada do varejo em 2017, caso se confirme, dependerá da base baixa de comparação.


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