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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Folha 95 anos: Abordagem sobre feminismo precisa fugir de estereótipos

Um problema oculto nos debates sobre o feminismo é o estereótipo a que são submetidas suas ativistas. 

A avaliação é da escritora Antonia Pellegrino, do blog #AgoraÉQueSãoElas. Ela se refere aos comentários de que a feminista não aceita receber um presente de um homem, por exemplo, porque isso sugeriria que ela pode ser tratada como objeto ou comprada. 

 "Existem vários tipos de feminismo. Usar caricaturas ou clichês para definir o movimento é uma tentativa de diminuir a luta das mulheres contra o poder hegemônico dos homens", disse a roteirista durante debate realizado nesta terça-feira (16), na "TV Folha". 

 Do outro lado da mesa, o colunista Luiz Felipe Pondé, conhecido por criticar a politização do sexo e das relações pessoais, criticou o "movimento paranoico que patrulha até o vocabulário dos homens". 

Segundo o filósofo, a "militância semântica" virou piada.

Pondé destaca, porém, que os homens sempre tiveram medos das mulheres. Para o filósofo, o receio de brochar, de ser alvo de críticas ou até mesmo de ser superado no mercado de trabalho por uma mulher faz com que os homens se tornem cada vez mais desarticulados. 

 Ele diz se basear em sua vivência acadêmica e na percepção de que seus alunos não emitem opiniões com medo de serem taxados de machistas.

Em mesa mediada pela repórter especial Fernanda Mena, Antonia defendeu que os homens devem se aliar ao feminismo e não temê-lo. 

Para ela, "brigas miúdas" compradas pelo movimento já surtiram efeitos na sociedade, mas a grande articulação do feminismo no Brasil é o combate à violência contra a mulher, mais do que a briga por melhores salários e maior representatividade, algo que pode ser debatido mais profundamente depois de superada a questão mais urgente do assédio, do estupro e da morte de mulheres.

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