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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ministro Eliseu Padilha contesta matéria de revista Época sobre lobby

O ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), negou, neste sábado, em entrevista à Rádio Guaíba, as informações publicadas em matéria da Revista Época, na qual é acusado de prática de lobby. 

Pela apuração da revista, Padilha reuniu-se, já como ministro, com o diretor da Eletrobras Valter Cardeal para facilitar futuros contratos com a multinacional portuguesa EDP. 

A portuguesa mantém contrato de locação de um terreno de propriedade de Eliseu Padilha e outros dois sócios, onde opera o Parque Eólico Cidreira I, no litoral gaúcho. 

Segundo a revista Época, os rendimentos do negócio são de R$ 1,6 milhão por ano para o ministro.

Padilha se defende da acusação, afirmando que o encontro com o diretor da Eletrobras se tratou de uma visita de cortesia e que não há qualquer interesse em expandir o parque eólico na propriedade dele. 

“Eu nunca fiz lobby a favor de quem quer que seja, muito menos a favor da EDP, que hoje é a arrendatária de uma área de terra que é minha e de outros dois proprietários. Uma empresa que antecedeu a EDP construiu o parque eólico em Tramandaí e nos paga arrendamento. Ponto. Nada mais. Tem pedido meu de ampliar? Não! Até porque a minha área toda tá arrendada”, argumentou o ministro, destacando que os valores todos são declarados para a Receita Federal, sem qualquer ilegalidade.

O texto da Época, publicado nessa sexta-feira, é assinado pelos jornalistas Murilo Ramos e Thiago Bronzatto, com participação de Flávia Tavares. 

À revista, Padilha disse, conforme a reportagem, que o encontro com o diretor da Eletrobras tratou de uma possível ampliação do parque. Em entrevista à Rádio Guaíba, Padilha negou que haja tal possibilidade.

O ministro declarou, ainda, que estuda entrar com ação contra a revista Época pelo conteúdo da matéria, que apontou pessoas ligadas a ele como supostos laranjas na consolidação do negócio. 

O ministro afirmou, ainda, que não pode confirmar ou contestar o valor anual do negócio por se tratar de um contrato com multinacional, que prevê sigilo.


Fonte:Rádio Guaíba

Eliseu Padilha


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